Cada linha na própria escala, do primeiro mês até agora. É o mesmo gráfico que aparece no fim da partida — só que você pode olhar enquanto ainda dá para mudar o rumo.
▮ Distância de cada vitória
Existem oito maneiras de encerrar bem. Nenhuma é a "certa" — e algumas se excluem: a marca que faz você cobrar caro é a mesma que impede a venda.
▮ Os vizinhos de profissão (todo mundo compara, ninguém admite)
Três carreiras que correm em paralelo à sua, cada uma provando uma tese diferente sobre o que é "dar certo" na medicina. Você vai olhar. Todo mundo olha.
▮ Gestão do mês
Preço de boutique exige reputação — e marca pessoal. Sem elas, agenda vazia.
Sua consulta e a da equipe são produtos diferentes. Quem faz questão de você paga o seu preço; quem só quer ser bem atendido paga o da equipe — e enche a agenda que você não daria conta. Os contratados levam 55% do que produzem.
Convênio lota a agenda, paga pouco, atrasado e com glosa. Particular paga bem, mas depende de demanda e de reembolso sair.
Cada projeto leva meses (Técnica encurta), custa R$ 2.000/mês e limita seus atendimentos em 15%. Em troca: publicações, reputação, e o caminho mais longo e glorioso do jogo. Dizem que em Estocolmo leem tudo.
Ninguém começa com convênio: os contratos são difíceis. Cada contrato traz até 70 consultas/mês. Correr atrás sozinho cansa e demora; a empresa de credenciamento cobra caro por algo que não deveria ser tão difícil (bem-vindo ao Brasil). Uma tentativa por mês.
Sua renda pessoal (pró-labore + plantões + bicos + canal) paga primeiro o custo de vida — que cresce com cônjuge, filhos (R$ 2.200/mês cada: escola, plano, tudo) e com o próprio padrão de vida. Só o que sobra vira patrimônio. Família torna acumular mais difícil e mais importante.
Capital de giro: 2,5% a.m. e 3% de taxas na contratação. Pagamento automático: juros + 5% do saldo por mês. Caixa negativo paga 8% a.m. de cheque especial. Antecipar recebíveis tem deságio de 6%. E tem o dinheiro dos seus pais: 0,5% a.m., o crédito mais barato do Brasil e o mais caro de pedir.
Cada plantão rende ~R$ 1.900 direto para o SEU bolso (ajuda a viver com pró-labore baixo no começo), mas rouba dias e energia do consultório. Poucos e esporádicos, tolerável; muitos, esgotam qualquer um. O primeiro objetivo de todo médico deveria ser diminuir plantão até conseguir parar.
💸 Rendas extras ativas nenhuma
As propostas chegam como cartas; aqui você ativa por conta própria ou ENCERRA as que aceitou.
Dinheiro rápido no começo quase sempre cobra depois: em reputação, energia ou no desenvolvimento do SEU consultório. Algumas contas só fecham na frente.
Calculado da sua carga real: consultas, plantões, noturno, docência, canal, cargos e bicos. Mexa nos controles e veja reagir. Abaixo de 45, o casamento sente; abaixo de 40, os filhos perguntam onde você está.
🪧 Marketing tradicional nenhum
Nem todo marketing traz paciente. Alguns trazem o paciente errado, outros trazem o paciente de outra pessoa, e um deles não traz paciente nenhum de propósito.
Encerrar uma decisão tem consequências. Como na vida.
▮ Investimentos e contratações
▮ Parque de aparelhos
Comprar é a parte fácil. O aparelho chega e não traz paciente nenhum sozinho: precisa de meses de rampa e de marketing para ser conhecido. Enquanto isso cobra manutenção, deprecia e caminha para a obsolescência — quando passa a cobrar manutenção sem trazer mais nada.
▮ Demonstrativo do mês
Ajuste a gestão e feche sua primeira rodada.
📲 Instale o Sim Consultório Vira um app no seu celular e funciona sem internet — dá para jogar no plantão.